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A luz das 4 da tarde e a gramática do olhar: Eduardo Castro inaugura 'Lembra aquele dia?' na Galeria Jobim*

  • 17 de jun.
  • 2 min de leitura

A luz das 4 da tarde e a gramática do olhar: Eduardo Castro inaugura 'Lembra aquele dia?' na Galeria Jobim*


Composta por pinturas que transitam entre a densidade do óleo e a delicadeza de uma técnica mista autoral - nascidas de registros íntimos em seus diários gráficos -, a mostra revela o despertar de um artista que transmutou o silêncio da academia em uma vibrante celebração do cotidiano e do bioma brasileiro


PIRENÓPOLIS – No próximo dia 18 de junho, a Galeria Jobim Piano Bar abre suas portas para a estreia solo de Eduardo Castro. A exposição, intitulada “Lembra aquele dia?”, marca não apenas o surgimento de um artista emergente, mas o triunfo de uma resiliência rara após um hiato de 12 anos longe das galerias.


Resiliência e a "Gramática do Olhar" A trajetória de Eduardo Castro é marcada por um "recomeço poderoso". Após ter seu talento questionado por um professor na UnB — que sentenciou que ele jamais seria um artista —, Eduardo interrompeu o curso de Artes Plásticas. Durante doze anos, dedicou-se à pedagogia, gastronomia e hotelaria, vivências que a curadora Renata Coli descreve como um "fértil período de maturação para que sua linguagem surgisse, enfim, ‘inteira’".


O retorno definitivo à arte aconteceu em Buenos Aires, através de cadernos de desenho que se tornaram o alicerce de sua identidade atual. Como aponta Renata Coli em seu texto curatorial: “Eduardo renasceu de seus próprios ‘fins’ para consolidar o que hoje se revela como sua ‘gramática do olhar’”.


O Cotidiano Sagrado e a Luz do Cerrado A mostra apresenta um mergulho em mais de três anos de produção contínua. Estão em exibição pinturas a óleo sobre tela e uma técnica mista autoral em papel — fundindo óleo, pastel seco e lápis policromos — que capturam a “luz afável das 4 horas da tarde sobre o cerrado”. Esta iluminação, segundo a curadoria, transfigura elementos comuns, como sementes, frutos secos e insetos recolhidos em andanças, em verdadeiras relíquias afetivas.


Além das telas, o público poderá folhear 20 caderninhos de desenho, que funcionam como diários de viagem e de vida, registrando desde a arquitetura de Brasília e Pirenópolis até afetos cotidianos. Sobre seu processo, o artista revela: “Eu sempre levo comigo uma frase que ouvi do David Hockney (...) onde ele diz que tem um prazer enorme no olhar, em observar as coisas... meu processo artístico está totalmente fundado nisso”.


Um Convite à Memória Para Eduardo Castro, a pintura surge como um desdobramento natural de seus registros íntimos, transmutando o cotidiano efêmero em uma obra sagrada e perene. O título da mostra, “Lembra aquele dia?”, funciona como um convite direto para que o observador silencie diante da natureza e das paisagens, permitindo-se o afeto e a nostalgia de quem reencontra um velho amigo.


INFORMAÇÕES E FICHA TÉCNICA

  • Evento: Exposição Individual "Lembra aquele dia?" de Eduardo Castro

  • Abertura: 18 de junho de 2026, às 18h

  • Local: Galeria Jobim Piano Bar, Pirenópolis – GO

  • Entrada: Gratuita (Classificação Livre)

  • Artista Plástico: Eduardo Castro

  • Produção Cultural: Gedson Oliveira

  • Curadoria e Assessoria de Imprensa: Renata Coli – Escritório de Arte

CONTATO PARA IMPRENSA: Renata Coli – Escritório de Arte Telefone/WhatsApp: (61) 99313-1589




 
 
 

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